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Ponta elétrica para arma de Espada ou Florete
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Ponta Elétrica para Espada de Esgrima
A ponta elétrica para espada é o componente eletromecânico de alta precisão situado na extremidade da lâmina. Sua função principal é atuar como um interruptor de circuito normalmente aberto: ao exercer uma pressão mecânica regulamentar sobre o corpo do oponente, o mecanismo interno se fecha, permitindo a passagem de corrente elétrica para o aparelho de arbitragem para registrar o toque válido.
Descrição dos Componentes Principais
O conjunto da ponta é projetado para resistir a impactos contínuos e se divide em três elementos essenciais, além de seus sistemas de fixação e contato secundário:
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1. O Barril (Cilindro ou Carcaça):
É uma peça cilíndrica de aço de alta resistência que é rosqueada fixamente na ponta da lâmina. Atua como o recipiente protetor de todo o mecanismo. Em seu fundo interno abriga uma base de plástico isolante com dois terminais de bronze, as quais são soldadas aos dois fios elétricos que passam pela canaleta da espada.
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2. O Botão (Pistão ou Cabeça):
É a peça móvel que sobressai do barril e entra em contato direto com o rival. Sua superfície externa é plana e serrilhada (com ranhuras) para garantir a aderência na jaqueta do oponente e evitar deslizamentos. Em sua base interna leva acoplada uma mola de contato diminuta, encarregada física de unir os terminais do fundo.
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3. A Mola Principal (Mola de Pressão):
É uma mola de aço calibrada que se aloja no interior do barril, logo abaixo do botão. Sua função é dupla: oferece a resistência mecânica necessária para evitar toques acidentais e retorna o botão à sua posição original de repouso imediatamente após retirar a pressão.
🔩 Componente de retenção: O botão se mantém unido ao barril por meio de dois parafusos de ponta minúsculos instalados nas laterais, os quais limitam o curso do pistão e evitam que saia expulso pela força da mola.
Princípio de Funcionamento e Circuitos
Diferente do florete, a espada não requer tocar em uma zona condutora especial (a jaqueta metálica), já que todo o corpo é válido. Por isso, o sistema funciona da seguinte maneira:
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Posição de Repouso: A mola principal mantém o botão em cima. O circuito permanece aberto (não há fluxo de corrente).
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Posição de Contato: Ao desferir a estocada, o botão afunda. A pequena mola de contato desce até tocar simultaneamente os dois terminais de bronze no fundo do barril. O circuito se fecha e imediatamente acende a luz no marcador eletrônico.
Regulamentos Técnicos da FIE (Federação Internacional de Esgrima)
Para garantir a equidade e evitar registros falsos pelo simples chicoteio ou vibração da lâmina, a ponta de espada deve cumprir estritamente dois testes no controle de armas:
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Teste de Peso (750 gramas): A mola principal deve ser capaz de levantar um peso oficial de 750 g colocado verticalmente sem que se acenda a luz do marcador. O toque só é válido se a força da estocada superar este peso.
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Teste de Distância (Calibradores): O curso total do botão deve ser superior a 1.5 mm, e a margem de segurança antes de fazer contato (curso de isolamento) deve ser maior que 0.5 mm.
Ponta Elétrica para Florete de Esgrima
A ponta elétrica para florete é o dispositivo de precisão situado na extremidade da lâmina que registra os impactos. Diferente da espada, o florete funciona sob o princípio de um circuito normalmente fechado. Isso significa que a corrente flui continuamente pela arma; ao pressionar a ponta, o circuito é interrompido (abre-se) para avisar ao aparelho central que houve um impacto, o qual só será registrado como ponto se o botão tocar no colete metálico (lamé) do oponente.
Descrição dos Componentes Principais
O mecanismo da ponta de florete se compõe dos seguintes elementos-chave:
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1. O Barril (Carcaça):
Cilindro metálico de alta resistência que é rosqueado na ponta da lâmina. Em seu fundo interno possui uma copa de plástico isolante e um único contato metálico central conectado ao único fio elétrico que percorre a canaleta do florete.
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2. O Botão (Pistão):
Peça móvel superior que recebe o impacto. Sua cabeça é plana e texturizada para evitar deslizamentos. Possui um pescoço ou base metálica condutora que, em posição de repouso, faz contato direto com as paredes do barril para manter o circuito fechado.
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3. A Mola (Mola de Pressão):
Mola de aço calibrada alojada no interior do barril. Mantém o botão empurrado para fora e oferece a resistência mecânica necessária para que qualquer toque não ative o aparelho de arbitragem.
🔩 Componentes de fixação: Assim como na espada, dois parafusos de ponta minúsculos são rosqueados nas laterais do barril para servir de batente, regulando o curso do botão e evitando que saia disparado.
Princípio de Funcionamento e Lógica Elétrica
A lógica do florete requer discriminar se o golpe foi em zona válida (o tronco coberto pelo colete metálico) ou inválida (braços, pernas, máscara não condutora). Funciona assim:
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Posição de Repouso (Circuito Fechado): A corrente viaja do aparelho pelo fio interno da lâmina, chega ao fundo do barril, sobe pelo botão e retorna ao aparelho através do próprio aço da lâmina (massa). Como o circuito está fechado, o marcador sabe que não há toque.
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Momento do Impacto (Abertura de Circuito): Ao pressionar o botão contra o rival, este afunda e se separa das paredes do barril. O circuito é rompido.
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Discriminação de Zona:
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Zona Inválida: Se a ponta toca roupa normal, o circuito simplesmente se abre. O aparelho detecta a interrupção e acende uma luz branca (toque inválido).
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Zona Válida: Se a ponta toca o colete condutor do rival, a corrente que vinha pelo fio da lâmina é desviada através do botão para o colete do oponente. O aparelho detecta esta rota alternativa e acende a luz de cor (vermelha ou verde, toque válido).
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Regulamentos Técnicos da FIE (Federação Internacional de Esgrima)
O florete exige menos força física que a espada para registrar o ponto, mas suas medidas são igualmente rigorosas no controle de armas:
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Teste de Peso (500 gramas): A mola principal deve ser capaz de levantar um peso oficial de 500 g sem que o circuito se abra (ou seja, sem que se acenda nenhuma luz). A estocada deve superar esta força para ser registrada.
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Teste de Distância (Calibradores): O botão do florete deve ter um curso de segurança antes de abrir o circuito. Utiliza-se um calibrador de 1.0 mm para verificar se o botão possui o curso regulamentar e não é excessivamente sensível às vibrações.
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